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Porque é que compramos mais do que cozinhamos?

Porque é que compramos mais do que cozinhamos?

Janeiro ativa uma vontade quase automática de fazer melhor. Comer melhor, organizar melhor, planear melhor. O problema é que essa vontade aparece num mês em que a energia é baixa, os dias são mais curtos e a paciência para decisões complexas é limitada. Compramos comida como se a rotina tivesse mudado, mas ela continua exatamente igual.

Grande parte das compras deste mês não é feita para a vida real, mas para uma versão ideal de nós próprios. Imaginamos semanas com tempo para cozinhar e refeições pensadas com antecedência, mesmo quando isso raramente acontece. O frigorífico enche-se dessa expectativa e, quando chega o fim do dia, escolhemos o que dá menos trabalho. Os ingredientes que exigem tempo ficam para depois, e esse depois quase nunca chega.

O inverno agrava este desfasamento. Por norma, temos menos energia mental para planear, menos vontade de experimentar e uma necessidade maior de conforto imediato. Planeamos refeições como se estivéssemos noutra estação, mas cozinhamos em modo de sobrevivência. A intenção não acompanha a execução, e é aqui que o desperdício começa.

Depois vem o ato de comprar, que também traz uma sensação rápida de controlo. Um frigorífico cheio parece sinal de organização e responsabilidade mas, na prática, significa muitas vezes o contrário.

Em janeiro, isto traduz-se na compra de ingredientes que fazem sentido na teoria, mas não encaixam no dia a dia. Legumes de inverno, raízes e pratos de forno parecem escolhas certas mas exigem tempo e disponibilidade que nem sempre existem. Quando a energia falha, esses alimentos ficam para trás, mesmo estando em bom estado.

Segundo dados da FAO, grande parte do desperdício alimentar acontece dentro de casa. Não é comida estragada à partida. É comida que nunca chegou a ser usada. Em janeiro, planeamos mais do que conseguimos executar, e isso reflete-se diretamente no que acaba por ir para o lixo.

A solução não passa por comprar menos nem por planear tudo ao detalhe mas sim por alinhar expectativas com energia real. Cozinhar no inverno pede flexibilidade, menos decisões e receitas que aceitem variações. Pratos que funcionem mesmo quando os ingredientes já não estão no ponto ideal e que resolvam mais do que uma refeição.

Em vez de perguntar o que queremos cozinhar, faz mais sentido pensar no que conseguimos mesmo cozinhar. Esta pequena mudança aproxima a cozinha da realidade e reduz, de forma natural, o desperdício.

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